Do cadeirão à cadeirinha portátil de elevação: dicas práticas para começar a alimentação dos gêmeos

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Encerrados os meses de amamentação exclusiva, chegou a hora tão esperada de começar a alimentação dos gêmeos!

E como são muitas as possibilidades de introdução alimentar e muitos itens disponíveis no mercado para esta fase, hoje trazemos informações importantes para as famílias de gêmeos.

Nesta matéria especial em parceria da Me Two com a Alô Bebê, vamos falar sobre fatores a levar em conta na hora da alimentação, além de dicas de mães que testaram cadeirões, carrinhos e cadeirinhas para as fases iniciais. Também consultamos a pediatra Rafaella Gato Calmon, mãe dos gêmeos Bárbara e Rafael, de 5 anos e 4 meses, para orientar quem está chegando perto deste momento tão importante na vidinha dos bebês.

O que cuidar quando chega a fase da introdução alimentar?

É importante lembrar que a prematuridade é frequente no universo gemelar. Sabemos que a introdução alimentar (IA) é orientada a iniciar habitualmente aos 6 meses de idade. Caso os bebês sejam prematuros a Sociedade Brasileira de Pediatria orienta usar a regra da idade “corrigida”, e não a cronológica, portanto nem sempre os bebês vão começar a comer aos 6 meses de vida. Também de acordo com o grau de prematuridade, muitas vezes será necessário uma avaliação fonoaudiológica, assim como a ajuda de uma nutricionista infantil.

“Vale a pena falar também sobre comparações entre irmãos na hora da alimentação, pois mesmo com a gemelaridade devemos sempre ter em mente que cada bebê é único e que cada um vai aceitar melhor ou pior a alimentação complementar no seu tempo. Taxar um de ‘bom de garfo’ ou ‘comilão’, assim como as outras mil comparações entre gemelares, deve ser evitado”, explica a pediatra.

Cadeirão: um ou dois? Alimentar ao mesmo tempo ou não?

Ter o seu espaço individual mesmo na hora da refeição é importante, mesmo que eles não comam no mesmo momento, pois se houver o desejo de fazer a refeição juntos cada um terá o seu lugar também. Fazer as refeições no cadeirão com todos os itens de segurança é realmente o mais adequado. Não é nada seguro alimentar bebês no colo do cuidador ou em uma cadeira improvisada, pois existe o risco de queda. Desta forma, a posição do bebê não fica adequada e também não estaremos dando oportunidade para o bebê se conectar com o momento da refeição fazendo de qualquer jeito. Evite também telas e outras distrações na hora do papá.

Um pratinho para os dois ou um para cada bebê? Como alimentar ao mesmo tempo?

Um pratinho para cada bebê, responde dra Rafaella como pediatra e como mãe de gêmeos. “Para que ambos tenham a oportunidade de comer a mesma quantidade parecida de cada grupo alimentar oferecido e provar de tudo de acordo com o gosto de cada um”. Alimentar os dois ao mesmo tempo ou um de cada vez deve ser decisão da família de acordo com a melhor dinâmica que existe em casa. “O importante é ter sempre ao lado a supervisão de um adulto e dar autonomia para os bebês na hora da refeição”, indica.

Que acessórios facilitam a vida de uma mãe de gêmeos na introdução alimentar?

Um bom carrinho duplo sempre é uma mão na roda e acho esse o único item mais importante do ponto de vista material. O restante é adaptação, rotina e muita paciência que tudo vai se encaixando na vida da família com gemelares. E cabe salientar que não existe acessório melhor do que rede de apoio para a parentalidade gemelar. Isso não se compra em nenhuma loja.

Essa foto resume bem o que a pediatra dra Rafaella falou sobre rede de apoio! Aqui estão Lorenzo e Matheus Boff Boz, na época com 6 meses, sendo alimentados pela vovó Lorena Rossi Boff. Obrigada, Melisa Boz, pelo lindo registro!

E como a Me Two também é rede de apoio para todas as famílias de gêmeos, trazemos agora as dicas de mamães que passaram há pouco por esta fase da introdução alimentar e compartilham suas experiências. Com vocês, a influenciadora digital Danielle Diel da Silva Dornelles e a chef de cozinha Janine Priscila, ambas mães de twins.

“Levava assento de elevação para todos os lugares”

Danielle Dornelles, mãe dos gêmeos Sofia e Joaquim, 2 anos e 11 meses

“Começamos com 7 meses por causa da prematuridade. Fiz uma introdução alimentar participativa: dava comida amassada na boquinha, mas também sempre oferecia pedaços que eles pudessem segurar. E desde muito cedo entreguei as colheres nas mãos para que eles ajudassem. Iniciei com eles sentados no carrinho, oferecia as frutas e a comida com colher de cafezinho mesmo. Depois adquiri pratinhos e colheres infantis específicos, BPA free, e passei a utilizar o cadeirão também. Os babadores impermeáveis também são importantes nessa fase assim como os paninhos de limpar a boca. Um recurso muito prático era usar assento de elevação (booster – cadeira portátil), para acoplar em cadeiras comuns ou levar para viagens, passeios na casa de familiares e para restaurantes. Deixava sempre no porta-malas do carro!”

“Não aceitaram o cadeirão e o BLW, temos que nos adaptar conforme o crescimento”

Janine Priscila, chef de cozinha, mãe de Luíza e Thiago, dois anos e seis meses

“Fiz a introdução alimentar por BLW aos 6 meses. Continuei com método participativo porque eles não estavam querendo muito manipular os alimentos. Fui me adaptando durante o crescimento deles com o tipo de introdução, o modo de administração, aceitação… São muito independentes. Hoje comem muito bem e já têm suas preferências, com uma alimentação muito saudável, sem açúcar. Adoram frutas e verduras! E também arroz e feijão, a comida preferida deles. Em termos de logística, sempre optei por cadeirinha portátil de elevação – em cima das cadeiras da mesa de jantar. Não tivemos boa aceitação do cadeirão, talvez tenha sido por medo de altura ou porque na escola era de outra forma, onde faziam as refeições. Os pratinhos com ventosas embaixo também acho super práticos para quem está começando esta fase.”

Thiago e Luiza com 1 ano em um restaurante: Janine levava os assentos de elevação (booster) para as cadeiras

Leia também aqui na Me Two sobre este assunto:
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Camila Saccomori
Camila Saccomori
Jornalista de Porto Alegre e mãe da Pietra, nascida em 2011. Desde a gravidez, passou a produzir conteúdos femininos e voltados a famílias em vídeo, foto e texto. Trabalhou por 20 anos no Grupo RBS e hoje faz conteúdos para a Me Two e projetos de maternidade pelo seu novo "filho", o canal @VamosCriar.

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