Gisele Bündchen, a modelo mais famosa do mundo, abriu seu baú de memórias: lançou este mês sua autobiografia e compartilhou com o mundo suas histórias mais íntimas.

A top gaúcha relata a vida atual e recorda da infância ao lado da família e das cinco irmãs, especialmente sobre como é ter uma gêmea, Patrícia.

capa livro gisele

 

Em “Aprendizados” (Editora Best-Seller, 240 páginas, R$ 44,90), Gisele revela quem realmente é e quais os ensinamentos, em seus 38 anos de idade, a ajudaram a viver uma vida com mais significado.
A modelo que já estampou 450 campanhas publicitárias, fez mais de 1.200 capas de revistas e participou de 500 desfiles das marcas mais influentes do mundo agora resolveu contar no livro seus pensamentos ao longo de duas décadas de carreira na moda.

A infância vivida em Horizontina, com 17 mil habitantes, é lembrada a cada capítulo. Ela se mudou para São Paulo aos 14 anos, após ter ficado em segundo lugar no concurso Elite Model Look, em 1994. Foi a primeira vez que ficou tanto tempo longe da família. Também o casamento com Tom Brady e os filhos – Jack, o enteado (que ela chama de “filho bônus”), Benjamin (8 anos) e Vivian (5 anos) – são os pontos altos da biografia.

Aqui, a Me Two destacou os principais trechos em que Gisele conta seus sentimentos sobre como é ter uma irmã gêmea.

A vida com cinco irmãs

Gisele Caroline Nonnenmacher Bündchen e Patrícia Aline Nonnenmacher Bündchen nasceram em 20 de julho de 1980, em Três de Maio, cidade próxima a Horizontina, onde a família toda morava. Elas já tinham duas irmãs mais velhas, Raquel e Grazi, a “Fofa”, e quando as gêmeas nasceram a mãe delas mandou que cada uma “escolhe” uma das bebês para cuidar. A família no total é composta por seis filhas: nasceram ainda Gabriela e Rafaela depois.

“Sou uma das filhas do meio e, quando éramos pequenas, minha irmã gêmea Pati e eu ficávamos discutindo para saber qual das duas era a terceira ou quarta em ordem de idade”, escreve Gisele, que é sete minutos mais velha do que Patrícia. As cinco irmãs trabalham com a top model, exceto Graziela, juíza federal. Patrícia é sua agente, Gabriela é advogada, Rafaela (a caçula) gerencia as redes da top e Raquel é contadora. Foi o pai delas, Valdir, que sugeriu que todas trabalhassem juntas, devido à confiança uma na outra.

Disciplina é palavra-chave desde sempre

O primeiro capítulo do livro é dedicado a falar sobre como o “trabalho duro” ajudou a formar sua personalidade e, assim, constitui o primeiro grande aprendizado de sua vida. Gisele escreveu que acredita que todo o sucesso alcançado seja fruto do foco, da dedicação e da pontualidade empregada em seus compromissos. Sempre deu 100% de si em tudo o que fazia. E isso começou já na rotina com as irmãs em Horizontina.

“Na nossa casa, era importante ter disciplina. Com seis crianças, todas meninas, tagarelando ao mesmo tempo, era uma necessidade. Minha mãe estava sempre correndo de lá para cá, se esforçando ao máximo para cuidar de todas nós. Com oito pessoas compartilhando três quartos e dois banheiros, minhas irmãs e eu entendemos desde cedo que tínhamos que ajudar. Cada uma de nós recebia uma tarefa de limpeza antes de podermos sair para brincar.”

 

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A melhor versão de si mesma

Gisele escreve: “As pessoas geralmente contam a si mesmas histórias para explicar quem são e como chegaram até ali. Uma das minhas histórias é que desenvolvi minha ética profissional por ter compartilhado uma casa pequena com cinco irmãs e ter visto meus pais trabalharem muito duro. Outra tem a ver com ser uma das filhas do meio (e com uma irmã gêmea, para completar), que nunca se sentiu tão especial assim e nunca quis desapontar os pais, o que se transformou em um desejo de não desapontar a si mesma.”

Gisele reflete sobre esta questão, explicando que não se tratava de competir com os outros, e sim de nunca ficar aquém das próprias expectativas. Então, ela devolve a bola ao leitor do livro e pergunta: “O que você quer? O que dá certo com você?” Para a top model, o autoconhecimento é essencial na vida de todos nós, e ter consciência de si é um processo contínuo.

 

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The three musketeers, Gabi, me and Pati! As três mosqueteiras Gabi, eu e Pati #1982 #sisters #bestfriends #bff #throwbacktursday #tbt #irmas

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Quem é a Pati e quem é a Gise?

Mesmo não sendo gêmeas idênticas (univitelinas), as bivitelinas Gisele e Patrícia também tinham, como gêmeas, suas características similares e outras bem distintas. Gisele define: “Como irmã gêmea, sempre me perguntava: ‘Onde eu começo e onde a Pati começa? Ela e eu somos a mesma pessoa, duas partes do mesmo ser, ou pessoas totalmente separadas’? Ter uma irmã gêmea é como crescer com sua própria régua ou termômetro personalizado.”

A gaúcha famosa faz em elogios à irmã gêmea (que é sua agente e mora em Porto Alegre) também em vários trechos do livro. “Como qualquer irmão ou irmã, a Pati e eu somos parecidas em algumas coisas e diferentes em outras. Na nossa adolescência, por exemplo, eu era quase 10cm mais alta do que ela. Pati era mais popular e sociável e adorava ficar com as amigas dela, enquanto eu preferia ficar sozinha, subindo em árvores e me perdendo em meu próprio mundo. Eu achava a Pati tão legal! Ela também me inspirava na escola. Era ótima aluna, o que me motivava a me esforçar mais e a ir bem nos estudos.”

A primeira vez das duas longe uma da outra

Em 1990, quando as gêmeas tinham 10 anos, Patrícia ficou gravemente doente – e o chão de Gisele ruiu. Ficaram uma semana sem se ver quando Pati esteve isolada no hospital, diagnosticada com pneumonia dupla. Os médicos não sabiam se ela iria sobreviver. Fiquei traumatizada. A ideia de Pati estar à beira da morte era tão terrível que eu não conseguia compreender direito a dimensão daquilo. Ela ficou em tratamento intensivo por quase um mês, mas para mim pareceu uma eternidade. Durante a primeira semana, não tive nem permissão para vê-la. Quando finalmente pude visitá-la, ela sequer conseguia falar. Estava com tubos de oxigênio que a ajudavam a respirar. Eu não parava de perguntar quando ela iria para casa, mas minha mãe dizia que não havia como saber. Minha irmã gêmea esteve ao meu lado a vida inteira e, de repente, não estava mais. Fiquei arrasada!”

Quando Pati estava no hospital, Gisele prometeu rezar a Deus todas as noites para que ela melhorasse: “Rezar era a única coisa que me consolava. Quando não estava sentada ao lado da cama da Pati no hospital, estava em casa, no nosso quarto, dobrando e organizando as camisetas e as calças dela, arrumando tudo para quando ela voltasse para casa. Graças a Deus ela voltou, e daquele momento em diante comecei a valorizar a vida de um novo jeito, com mais gratidão e com uma conexão espiritual muito mais forte.”

Uma era delicada, outra era mais molecona

Gisele dedica um capítulo do livro a falar sobre a energia masculina e feminina que cada um carrega dentro de si. No mundo da moda, encontrou o cenário perfeito para balancear ambas as forças. E conta que desde pequena já era muito conectada com sua energia masculina: a feminina se intensificou depois de ser mãe. Ela escreve: “Quando pequena eu era meio moleque. Ainda me vejo assim. Era atlética e naturalmente mais agressiva. Gostava de pular na rede de vôlei e dar umas cortadas. Eu devia ter uns 12 ou 13 anos quando decidi que preferia ser durona a ser frágil. Pode ter sido um meio que eu achei de me distinguir da minha irmã gêmea, que era mais delicada, mais “menininha”.

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