A afinidade das irmãs gêmeas Bia e Branca Feres vai muito além do que o público conhece da dupla, que ficou famosa no Brasil e no mundo pelas competições de nado sincronizado e pelos programas de TV.

Cariocas, 30 anos, elas são extremamente unidas e desde pequenas nunca ficaram mais do que uma semana distantes uma da outra.

– A primeira vez em que ficamos separadas por um único fim de semana foi quando a minha irmã tinha 18 anos e viajou com um namorado – contou Bia, por telefone, em papo com a Me Two nesta semana.

Aliás, pode ter sido a Branca que contou isso. Não dá para diferenciar: a semelhança entre as duas extrapola a aparência, e até a voz e o jeito de falar das irmãs são i-dên-ti-cos. Elas sabem disso e dizem que estão acostumadas, pois uma tem o poder de completar as frases da outra e frequentemente respondem a todo tipo de pergunta sobre o fato de serem gêmeas. Bia e Branca acreditam que o fascínio das outras pessoas pelo assunto é mais do que natural.

– O sonho de qualquer criança é ter um melhor amigo. Eu nasci com a minha melhor amiga, eu mato e morro pela minha irmã – define Branca (ou talvez tenha sido a Bia).

– Nossa relação é maior do que tudo. A gente se basta muito. Temos até que prestar atenção para interagir com outras pessoas – completou Bia (ou Branca, você já sacou que elas falam juntas).

A seguir, as irmãs compartilham histórias sobre andarem sempre grudadas, as comparações entre elas e as grandes curiosidades do público sobre a vida de gêmeas.

Somos iguais, só que diferentes

Bia nasceu um minuto antes do que Branca e é mais baixa (elas têm 2cm de altura e 1kg de diferença). E deu, chega de falar de diferenças!
– Sempre tem alguém que chega falando: “Ah, sua irmã é mais inteligente” ou “Ah, você é a mais bonita”. As pessoas acham que é uma maneira legal de se apresentar, de puxar papo. Só que pelo contrário, isso espanta a gente. Gêmeos sempre são alvo de comparação assim, é inevitável. Pois potencializa muito, é tipo jogo dos 7 erros.

Meu time é minha irmã

– Eu e a Branca somos muito unidas. Do tipo: “mexe comigo, mas não mexe com a minha irmã”. A gente sempre se defendeu, a gente sempre se protegeu na escola e no esporte – disse Bia.

Desde os primeiros momentos no nado sincronizado e depois na carreira, as gêmeas se posicionaram de forma única. Se é para viajar a trabalho, por exemplo, ou vão as duas ou não vai nenhuma.

– A gente sempre funcionou dessa forma. Cooperação é algo importantíssimo para nós e sempre foi algo espontâneo.

É sábado! Aproveite cada segundo e não deixe nada de bom por fazer. 😎👊🏼

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Cuidados para não se isolarem dos outros

– Temos que cuidar para não entrar na nossa bolha. Tem aquela ideia de que filha menina vai ser mais colada com a mãe ou com o pai, essas coisas, por exemplo. Mas eu e a Branca nos fechamos muito entre nós duas, às vezes passa essa sensação de que nós nos bastamos. Quando éramos adolescentes, fomos para terapia, até porque a gente se isolava um pouco dos outros. Nossa mãe é médica e psicoterapeuta e sempre prestava atenção nestas questões de comportamento – contam.

Durante a época escolar, no Ensino Fundamental, elas estudavam em turmas separadas e, nas palavras de Bia, “contavam os minutos que faltavam para o recreio” para se encontrarem. Depois, no Ensino Médio, passaram a estudar juntas e isso melhorou muito o desempenho de ambas.

Para sair da “bolha”, é preciso ter amigos (e vários são gêmeos também!)

Hoje em dia, as irmãs se encontram entre São Paulo e Rio de Janeiro (Bia é casada com o empresário Maurício Netto e mora em SP). É muito raro ficarem uma semana sem se ver. E o círculo de amigos é bem amplo, mas com especial destaque para outros pares de irmãos. Sim, muitos e muitos amigos da turma também são gêmeos!
– Parece que a gente se atrai por aí – brincam.

A curiosidade alheia sobre o universo gemelar

Bia e Branca já se acostumaram desde pequenas a responder sobre como é ter uma pessoa idêntica à outra no mundo. Muitas das dúvidas são aquelas clichês, tipo “já trocaram de namorado alguma vez” ou “os pais de vocês confundiam vocês?”. Mas tem uma que é a mais bizarra, segundo as irmãs: tem uma que é boazinha e a outra é má?
– Essa história de “quem é a Ruth e a Raquel” da novela Mulheres de Areia não dá mais para aguentar (risos).

E afinal, qual é a melhor parte de ter uma irmã gêmea?

– É ter sua melhor amiga com você. É muito fofo! É um coração batendo fora da gente – resumem.

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